22 de fevereiro de 2010
Paris – Segunda -Feira
18:00
Primeiras vezes...
Cá estou eu, esperando o encanador (“plombier”) retornar da loja de canos onde foi comprar um cano para consertar a privada, ou toillet...
Alors, estava eu limpando o banheiro e pensei... é a primeira vez que eu vejo a parte de trás de uma privada elétrica!!!
Isso iluminou minha mente como a de um...
Luz.
Raio de sol pela janela.
Ele já estava acordado. Guardou em sua caixinha de raios de sol os primeiros da manhã.
Seu cabelo loiro e seu grandes olhos azuis enganavam sua idade.
Som.
Contava o numero de despertadores e pequenos pássaros nos arredores de sua rua.
Estava só. Mesmo as seis horas da manhã pareciam ter se escondido.
Era uma manha típica. Daquelas em que se sente que o mundo vai mudar...
Caminhou passos demorados. Olhava... para um lado, e o outro, visado, não mostrava nada além das mesmas paredes...
Um raio de sol iluminou aquele mistério...
Era tão mágico, tão novo...
Há tempos não se sentia assim... Mas quando viu aquele objeto perfurado, não uma, mas quatro vezes, ficou completamente extasiado...
Era a primeira vez que via aquilo... Era escuro e em sua mão era como se fosse parte de algo maior.
Ficou olhando para aquele objeto e decidiu:
- “boo”!
Seja o que for, agora aquilo tinha um nome... Boo...
Há quanto tempo não fazemos algo pela primeira vez?
Milhares de coisas que não conhecemos e de coisas novas que fazemos e nem percebemos...
Que possamos vislumbrar cada momento novo como se fosse a primeira vez e aproveitá-lo em cada parte de sua existência, como eu e o concerto da privada ou um menino de 5 anos e um botão de camisa...
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